Falam em competência, falam em rigor, até falam em ficarmos mais fortes mas...vender o Anderson?
Como é que se explica que se venda por esta cifra (que perante todos os aficionados, poderia ser maior do que esta)?
Como é que se explica que se venda este prodígio (sim, estamos a falar de um prodígio) ao mesmo preço que um Nani?
Sim, 25milhões são 25 milhões, mas e o resto?
Já não bastava a contratação de um certo Lino (defesa-esquerdo,brasileiro de 29 anos, prestes a completar 30anos) para um lugar em que temos como titular um destro (Fucille), um polivalente que perdeu essa posição para esse mesmo destro (tal como Fucille, Cheh também é um bom jogador), e um jogador contratado no mercado de inverno (Mareque ou Lucas para os amigos), SIM, NÓS TEMOS 4DEFESAS-ESQUERDOS!!
Claro que o Fucille será alternativa ao Bosingwa (isto se o José não for vendido) e a luta pelo lado esquerdo será a dois porque Lucas Mareque não terá hipótese (a não ser que Cheh seja colocado no meio-campo).
Este ponto só serve para perguntar a necessidade de reforçar esse lado da defesa com reforços questionáveis como o Mareque e o nosso jovem lateral Lino (que até poderá surpreender-me mas 29anos são sempre 29 anos).
Deslocando Cheh para o meio campo, ficamos com Raul Meireles, Paulo Assunção, Lucho González (que jogará a Taça América), Ibson (outro grande jogador claramente sub-aproveitado) e Jorginho (o mal-amado e sempre elemento de quem se espera tanto mas que está num estado zombie, porque se sabe que é bom jogador mas onde já foi feito o funeral dele e Cheh (um defesa de raíz e que joga melhor nessa posição), sem nunca esquecer o Bruno Morais (sujeito a uma operação que o vai manter de fora até Agosto, e que tanto é colocado no meio-campo, como no ataque descaído para as faixas,ou seja, um jogador com rotinas no lugar) ou o João Paulo que pode ocupar o lugar embora seja defesa-central de raíz.
Para os extremos temos o grandioso Quaresma (autor das trivelas, dos golos fantásticos e de uma pobreza mental, PORQUE É QUE NÃO FOI ELE PARA O MANCHESTER????), enviamos o Heldér Barbosa para a Académica (ao abrigo do acordo que trouxe o nosso jovem Lino pelo não tão menos jovem de que vos falei) e o Vieirinha para o Guimarães, dois jovens da cantera que poderiam (se fossem aproveitados, render não tanto mas uma boa fatia como o super-negócio Nani).
Em vez disso, ficamos com o Alan (um prodígio de velocidade e técnica de 2minutos, com imensas presenças na equipa principal e com golos decisivos). o Reinteria (que acredito que poderá tornar-se num bom jogador, mas que não mostrou nada quando chegou, ao menos é cadete pois tem 22anos).
É favor não esquecer que um dos lugares nas faixas atacantes é ocupado pelo Lisandro (grande jogador) que como se sabe, apesar da sua raça e técnica apurada não é um extremo de raíz, além de que quando chega a hora de finalizar falha muitas vezes em virtude do esforço que faz nas faixas, e o Postiga (sim, esse extremo de vocação).
A atacante temos o "fenómeno Adriano" porque tem-nos salvo com os seus golos providenciais e entrega sem limites, mas não é o avançado que toda a gente quer, suspirando por Postiga (se fosse regular como na primeira parte do campeonato), pelo McCharthy (esse sim de outro calibre mas com uma cabeça á "Quaresma", mas que deixou saudades, além do negócio fantástico que o levou a trocar o nosso clube pelo HISTÓRICO E COLOSSO BLACKBURN).
Isto começou por ser uma crítica à saída do Anderson mas estende-se a toda uma política que sinceramente não compreendo, ora vejamos:
- temos Lino (reforço), Pepe, Paulo Assunção, Bruno Moraes, Ibson, Adriano, Helton, Alan, Jorginho e o ido Anderson. Significa que tínhamos 9 brasileiros no plantel, sendo que 4 eram titulares absolutos (Helton, Pepe, Anderson e Adriano, este último nas circunstâncias que se sabe) , dois com elevado valor (Ibson e Bruno Moraes)
- temos Fucille, Mareque, Cech, Lucho, Lisandro, Reinteria. 5 "estrangeiros" dos quais só Lucho e Lisandro são indispensáveis.
- temos Bosingwa, Bruno Alves, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, João Paulo, Raul Meireles, Quaresma e Postiga. 8 portugueses onde Pedro Emanuel (o capitão mas já veterano), Ricardo Costa e Postiga (quer pelo mau futebol, quer pela irregularidade) não são jogadores de selecção. Sobram o José, o Bruno, o Raul e o Quaresma como jogadores de excepção sendo o João Paulo um prospect, ou seja, em 22 jogadores (sem contar com os guarda-redes, a retirada do Vítor Baía e a ida do Vieirinha e do Hélder Barbosa) temos cinco jogadores de selecção.
Por isso ficam aqui mais perguntas:
- Sabiam que quer em 87 quer em 2004 fomos campeões com 8/9 portugueses a titular, tendo sido muitos deles formados no clube?
- Que dos jogadores actuais, falando dos portugueses, nenhum deles, é titular indiscutível da selecção (quando Simão está bem o Quaresma é sempre preterido)?
- Temos 10 jogadores brasileiros, sendo que 4 são titulares actualmente, em 2004 tínhamos um luso brasileiro a titular, o Ninja e a espaços o Carlos Alberto.
- Diego foi considerado o melhor jogador do campeonato alemão? - saíu por 6milhões.
É triste, falando sem saber quem serão os reforços que o plantel esteja descompensado, constantemente delapidado no seu valor, que os joagdores não tenham um papel definido no plantel e que o nosso presidente não venha a público falar sobre a gestão do plantel.
Acabo este longo artigo pleno de raiva, com uma citação: "Quero fazer do Porto um clube ainda mais forte do que no ano passado" - Jesualdo Ferreira aos jornalistas da Sic, e um sonoro PHODA-SE.
P.S: Que o Anderson seja feliz e que mostre aquilo que sabe fazer melhor no Manchester.
Isto foi o que escrevi a 30/05/2007, mas já acalmei, embora a maior parte continue a defender e talvez o negócio não seja tão mau, falemos quando o plantel estiver fechado.
Além disso, o Mareque já foi dispensado, fazendo sentido a contratção do Lino.
Ontem passei pelo pátio, pelas 0h30, e estava "aquele" cheiro. O cheiro a pátio, sabem? Aquele misto de cheiro a queimado e, ao mesmo tempo, de vegetação nova e verdejante, que nos rodeia, persegue, entranha-se nas roupas e na memória, para nos levar para tempos já distantes, mas sempre recentes.
Faz-me sempre lembrar dos intermináveis serões no pátio. Onde nós éramos príncipes, donos do nosso destino e onde as coisas, de tão simples que eram, se tornavam complicadas. Todas as idades têm complicações, é certo; mas tempos bons como aqueles, em que a maior preocupação era jogar à bola, ou jogar às escondidinhas, ou ir até à "lixeira" andar de bicicleta, ou... , não se repetem mais. Aquele cheiro, no entanto, persiste. Envolveu-me de novo ontem. Inspirou-me, talvez, para vos escrever estas linhas. Porque me pareceu ouvir de novo as gargalhadas, sentir os sentimentos e ver as corridas. E tactear aquelas paredes e aquele cimento que tanto nos diz a todos.
O pátio, por breves instantes, chamou-me de volta. Confesso que me apeteceu voltar a deitar, ou sentar, pelo menos, naqueles respiradouros da garagem, onde nos sentámos tantas vezes. Apeteceu-me olhar e não ver aqueles vasos idiotas que agora ali se encontram, e ver o "nosso" campo. Onde jogamos vezes sem conta, onde fomos felizes, competitivos, idiotas, vingativos, batoteiros e Maradonas. Onde tantas e tantas vezes nos encontramos, onde tantas e tantas vezes cimentamos a nossa amizade.
Onde se passou a nossa adolescência, em manhãs de nevoeiro, em tardes solarengas e noites de Inverno chuvosas. Onde os vidros dos andares mais baixos dificilmente estavam a salvo. Onde cada pessoa era vista como era, sem preconceitos nem diferenças. Éramos todos iguais, e crescemos assim, respeitando as diferenças de cada um e de todos. Criámos, desta forma, um espírito bastante diferente.
Penso que quem passou por lá lembrar-se-á sempre de Santa Luzia como um lugar agradável, onde as festas de anos tinham sempre montes de meninos e meninas, e onde, por vezes, era bom olhar de longe, e de cima, para um sítio repleto de gente - miúdos e graúdos, todos no pátio, em tardes intermináveis de bom tempo e onde dava gosto estar ali. Onde era bom andar de bicicleta, onde era bom levar as crianças a passear e onde os miúdos podiam brincar à vontade. Em que não havia playstations, internet, telemóveis, e todas as coisas que vão, também, impedindo uma nova geração de malta do pátio. Sempre com aquele cheiro a rodear-nos, sabem? Aquele cheiro.
O pátio foi, talvez, o sítio de onde olhamos, pela primeira vez, para as meninas com outros olhos. O sítio onde fomos crescendo, uns mais e outros menos rápido; onde, nos entretantos das mudanças corporais e de calendário, a inseparável bola foi sendo substituída por conversas, mais ou menos profundas, sobre tudo e mais alguma coisa. Onde tudo passou a fazer algum sentido, diferente é certo, mas sentido. Onde as hormonas começaram a dar de si. Onde passamos por mudanças que nunca previmos e que pareciam bastante longe ainda, chegando mais cedo até que o desejável.
Sempre com aquele cheiro, sabem?; aquele cheiro que me perseguiu ontem e que, ainda hoje, me parece presente. Aquele cheiro que me reaviva as memórias, me faz viver e relembrar um passado com aquela torre imensa ali. Se ela falasse, meus caros, tal como aquele cimento que tantas vezes pisámos, o que diria? Tanto, tanto, que preencheria muitas páginas.
E, mesmo quando surgiram finalmente os 18 anos, em que surgiram também os primeiros carros, em que os telemóveis já começavam a fazer parte de nós, bem como outras novidades, o pátio não desapareceu: apenas se foi separando, segmentando, como é normal. As pessoas seguem rumos diferentes, como bem sabemos hoje em dia. Não nos esquecemos deles; quando vemos, hoje em dia, pessoas que já não vemos numa base diária (muitas vezes, nem sequer semanal) e que nos rodearam por tanto tempo, com maior ou menor proximidade, temos, acredito eu, um relance da nossa infância. Vemos algo que nos alegra, porque sabemos que fomos sortudos em ter tudo o que tivemos. O bom e o mau, mas, principalmente, o bom - que foi, espero que para todos, bem mais do que o mau.
O pátio foi o ponto de partida para mim. Para todos nós, arrisco-me a dizê-lo. E também, espero eu, para pessoas que surgiram mais tarde, e que hoje em dia fazem parte de nós. Que foram ganhando um lugar na nossa vida, e que hoje nos fazem sentir mais vivos.
Tudo isto me leva a pensar que muito mudou. As pessoas vão e vêm, nós vamos e vimos, vamos mais do que vimos. Hoje, os resistentes são poucos. Muitos de nós, até, vamo-nos vendo espaçadamente. Coisas da vida.
Com muita pena minha, vejo alguns a renunciar a coisas nossas por motivos vários, a optar e a escolher, a reger a sua vida de outra forma e com outros princípios. Não, não estou a falar dos que nos abandonam porque assim o merecem, mas sim da malta que me habituei a tratar como amigos, e que sempre considerarei como tal, seja o que for que a vida nos reserva.
Malta que, por mais escolhas que faça, não deixará de ter um lugar no meu coração.
Malta que espero que nunca se arrependa das coisas de que abdica em detrimento de outras.
E que espero que saibam, caríssimos AMIGOS, que estaremos sempre todos para vos acolher, mesmo que eu não concorde com muitas opções e não tenha problemas em dizê-lo frontalmente. Quer corra mal, quer corra bem. Se correr mal, para saberem que aqui estamos e que podem contar connosco; e, se correr bem, para vos felicitar e ficar contentes por toda a vossa alegria.
Como é do conhecimento geral, o Rui já não faz parte do nosso blog, mas e apesar de ter sido ele a pedir isso, será que era essa a solução?
Sem falsos moralismos, e esta mensagem, sem querer criticar ninguém (porque também estaria a criticar-me, pois não o abordei sobre esta situação), serve apenas para o caso dele visitar o nosso blog.
Caso o visites, e isto é para ti, pergunto-te se era essa a solução ou se uma conversa não bastava?
Apesar de nem tudo ser perfeito, e de muitas vezes me tirares do sério com algumas coisas que dizes, és uma pessoa que tem crescido à nossa volta, por isso, fica aqui esta nota para que saibas que não és mal-vindo por ninguém e que "in dubio pro reu".
Muito se tem falado neste assunto, seja ao ligarmos a televisão, seja em conversa com amigos. Até ao ler jornais, ou mesmo quando nos deslocamos na net, existe sempre alguma referência a esta menina, cujo desaparecimento sensibilizou a opinião pública.
Como tal, existem algumas dúvidas que decido partilhar convosco.
Em primeiro lugar, muito se tem criticados os usos e costumes do nosso país, bem como o grau de iletracia que afecta grande percentagem do nosso país, mas alguém me pode explicar como é que um casal (com formação superior) deixa três crianças sozinhas para ir jantar?
A explicação, "fomos revezando-nos um ao outro de meia em meia hora" não me convence, e pelo simples motivo de independentemente do tempo que cada pessoa demora a jantar, o facto de se irem revezando ao longo desse tempo, faz-me crer que não se tratou de um simples jantar mas sim de um jantar acompanhado de soiré. Esse primeiro ponto, leva-me a concluir que se um casal prescinde da segurança (por acaso aconteceu, mas é algo que pode acontecer em qualquer circunstância) dos filhos por um simples jantar (o que é que custava um deles ter ficado com as crianças, substituindo-se um ao outro durante o jantar?), não é algo que implica uma tremenda IRRESPONSABILIDADE, de um casal que faz parte de um país desenvolvido, pertencente ao G7, inclusivé?
Pese o exagero, esta questão carece de uma resposta concreta, porque apesar do rapto se ter dado em Portugal, esta conduta só aconteceu devido à irreponsabilidade do casal (que tem sido alvo da solidariedade, mas incólume às críticas) e ao chamado "a ocasião faz o ladrão".
Só queria deixar mais um comentário em forma de questão, em relação a este ponto. Quem é que no seu juízo perfeito, mesmo sendo num R/C, deixa a janela aberta com três filhos sozinhos em casa (mesmo que dois fossem recém-nascidos?
Parece-me que a edução não tem a ver com a formação, e é bom que as pessoas não deixem morrer no esquecimento que esta situação, primeiro lugar, foi propiciado pelo desleixo da dita família
Segundo ponto, acham que a Comunicação Social estão a fazer um bom trabalho de divulgação ou apenas a consumir horas de programação (com muitas das informações a serem inúteis) além da competição feroz para ver quem tem mais audiências)? Passo a explicar, um jornalista tem a função de nos transmitir a noticía tal como ela é para que fiquemos elucidados, mas tem sido este o intuito de tamanha epopeia?
Será que este trabalho exaustivo de investigação, não afecta o próprio decurso da investigação? Porque se eu vejo as reportagens, as pessoa/pessoas que contribuíram para o rapto (se é que se tratou disso, inclinando-se a opinião pública para tal, incluindo eu, embora o desaparecimento seja uma hipótese plausível) tamém, e de certeza, que veêm as mesmas peças e tomam o próximo passo, por isso pergunto, até que ponto é que não deve a Comunicação Social resguardar o trabalho de investigação e de peças jornalistícas sobre este caso, especialmente a transmissão de informação sobre os passos que alegadamente a Judiciária efectua?
O meu último ponto, prende-se com uma chamada de atenção para os serviços de investigação das prórpias autoridades británicas. Chamo a atenção para este facto, porque tratando-se de serviços cuja perícia já solucionous variados casos, sendo os seus méritos reconhecidos por toda a gente, também se exige dos mesmos, uma atempada investigação e colaboração estrita com as nossas autoridades. Por isso, não se limitem a enviar diplomatas para apoiar a família em causa, mas coloquem em campo as soluções para desvendar um caso que tem tanto de irresponsável como de desconfortável para quem a vive na pele, e também para quem a acompanha diariamente, que somos nós.
Assim, deixo os meus votos para que a criança seja resgatada e que os pais tenham aprendido, e aqui deixaria um apelo às autoridades para a responsabilização dos pais, que nunca poderá deixar de servir como instrumentalização perante a comunidade, porque a conduta deles é inadmissível em qualquer lugar do Mundo, mesmo num país periférico, quer a nível de usos e costumes, que supostamente o nosso é.