Ainda me lembro do Curso de Prisão Preventiva da faculdade de Custóias da universidade do Porto.
O 1º ano tinha várias cadeiras (partiram-me quase todas) mas a cadeira que me marcou mais foi a "Como sobreviver no chuveiro", era tão bom nessa cadeira que fui a Oral...e passei; também a cadeira "Sociologia no recreio" foi igualmente importante, nessa tive 15 porque jogava bem basket.
O 2º ano foi verdadeiramente interessante, as cadeiras "Tirar sémen dos lençóis com detergente Xau", Lavar a Cela em 10minutos" e "Arranjar posters de gajas nuas" foi algo que me estimulou, na 1ª cadeira tive 17 (não é por acaso que me chama o "mãozinhas lá do sítio"), a 2ª cadeira deixei-a para Setembro directamente e ainda está em atraso, quanto aos posters, bem, digamos que tive a minha primeira grande nota, segundo o meu Docente, ele disse que apenas dava esta nota a "Deus".
3º ano, que saudades...As festas foram do melhor - Lembro-me de estar numa Via Rápida a fugir da Polícia (nesse ano estava em erasmus, ou seja, liberdade condicional), enfim, arrependi-me de apenas ter sido um semestre mas foi bom porque deu-me experiência a nível da cadeira de "Ressocialização" (um calhamaço de 70 páginas).
o 4º ano foi o ano do amadurecimento, o ano em que fiz as cadeiras com mais facilidade, tive a cadeira "Como andar à porrada na cantina", "Falar com Negros sem ser enrabado pela Irmandade Ariana", "Passar Droga a troco de um maço de cigarros", "Falar com familiares ao telefone sem chorar" e "10 lições de Direito e como exercé-lo", tive nota entre 15 a 17 e na cadeira "Falar com Negros sem ser enrabado pela Irmandade Ariana" mais uma vez fui "Deus" embora tenha sido porque fiz melhoria em Setembro; a cadeira do 2º ano "Lavar a Cela em 10minutos", consegui fazé-la, a custo mas consegui.
No 5º ano, como era finalista. tive apenas que estagiar mo Aleixo (era só vender mortalhas a estudantes universitários), foi uma época rica em que estreitei laços com o Wanderlei (meu companheiro de cela) e graças a ele o meu relatório de estágio foi um sucesso, tive nota de 19 o que me compôs a média para 17.
Agora sou gerente de Caixa no BPI mas nunca esquecerei a minha passagem pela FCUP, os momentos na praxe, ai os momentos na praxe, lembro-me daquele dia em que o Dr. Vitor, o "princípe dos lavabos", de Arcozelo, virou-se para mim e disse: "Põe-te de 4 e olha para o chão" - nunca mais olhei para trás e a partir desse momento os medos desapareceram, tudo isto porque estudei na Faculdade de Custóias da Universidade do Porto.
Em muitos círculos díspares, que depois se interligam entre si, é comum estabelecer-se uma série de princípios que norteiam e que se limitam a restringir o poder da razão, ou seja, a razão é limitada a um conjunto de princípios tal como os conhecemos e só é colocada em causa quando um princípio a vem colocar em causa.
Desde que penso e crítico, até por uma questão de meio onde me encontro inserido (felizmente, diga-se), também tenho essa sensação, ajo de acordo com esses princípios que me foram transmitidos mas, o que é a razão? Qual é o poder de num segundo termos razão e noutro segundo todos os princípios em que acreditávamos mudarem (muitas vezes de uma forma radical) e podermos ter uma visão completamente diferente e estabelecermos um conjunto normativo de situações tipo que se podem repercutir para a frente?
Supostamente, e arrisco-me a dizer decididamente, o conceito que responde a isso chama-se evolução, mas como é que algo que supostamente defendemos como correcto num segundo pode-se transformar na sua antítese noutro?É engraçado voltarmos atrás, e segundo uma interpretação (por mais pessoal que seja) da realidade tal como a conhecéramos seja diferente da situação em que a vivemos na altura.
Qual a relevância das nossas atitudes? Será que é mais importante eu ter optado por chegar a casa no dia 5 de Novembro de 1995 de autocarro ou de ter ido a pé? Será relevante eu ter partilhado um lanche com um puto na primária em vez de ter ido brincar? Ou será que foi importante ter seguido Economia em vez de Humanidades? Será que a razão existiu nalgumas dessas atitudes? - Claro que existiu, e pese o facto de serem exemplos pessoais, ou seja distante de grandes questões do nosso tempo como os crimes de genocídio, as questões petrolíferas, um simples Orçamento de Estado, a pedofília, como qualificá-la?
A relatividade do conceito é o suficiente para impor limites ao mesmo? Se é relativo e como tal presente no campo metafísico, como é que se atribui o limite?
Bem, a realidade encarrega-se de responder a essa questão, seja pelas situações passadas, seja por um conjunto de experiências que falharam até encontrarmos a correcta (depende da perspectiva), mas o limite está lá, o limite vai ser imposto, o que me leva a perguntar como é que respondemos a isso quando supostamente a valoração que atribuímos a algo pode ser infinito?
Voltando ao básico, é incrível como algo que vemos, que fazemos pode variar. É incrível como o valor que atíbuímos a algo ou a alguém pode mudar. É incrível como os limites que impomos estão centrados em concepções que podem ser alteradas após reflexão. É incrível ver como algo que interpreto pode ser passível de várias interpretações, quando a realidade em que nos encontramos é a mesma.
Há vários limites claro e isto não é uma interpretação literal, é apenas algo que penso de vez em quando, até porque com conhecimentos jurídocos e com a respectiva e propalada evolução, eu melhor do que ninguém vou ter que saber aplicar a soluação a determinado problema mas de vez em quando também é bom aventurar-nos nas conjecturas possíveis que o campo metafísico nos oferece.
Uma das merdas para os quais não há um limite específico, é que eu vos adoro (sim, até tu Besta) e isso é uma das merdas em que quer o campo terreno quer o campo metafísico se confluem e acabam sempre por me dar razão.
Bem, estou farto destes pensamentos que decidi partilhar convosco, vou ter que pensar em acabar a história do Juvenal, okis? ;)
"Ai...que vontade de ter uma m@m@dinh@" - Tal como adormecera, Juvenal acordava com esse pensamento que imediatamente foi afastado pelo bater à porta do Motel Aqui é Barato.
Juvenal assustava-se pois pensara imediatamente: "Descobriram-me!! Como é possível?"
Afinal tinha sido falso alarme, uma empregada roliça (ucraniana, diga-se de passagem) entrava de rompante e Juvenal quando se preparava para ter aquilo que queria recebia um telefonema.
- "É o Sr. Juvenal que fala?"
- "Sim, é o próprio..."
- "Fala da Loja de Máscaras, já tenho o seu fato pronto!!"
Juvenal batia a porta com estrondo e ao chegar ao seu carro pensou: "bolas, lá se foi a minha m@m@dinh@".
5 minutos depois chegava ao local e estava cumprida a primeira parte do seu plano "V de vingança", Juvenal tinha o seu fato castanho, adaptado hermeticamente ao seu corpo, com um triângulo no meio e um S vermelho, collants revestidos no interior, uma faixa a separar cada uma das suas nádegas e umas botas vermelhas capazes de fazer corar o Batman.
Pelo caminho Juvenal fazia contas à vida e chegara à conclusão que a mudança de aparência tinha de ser total. Lógico que o carro tinha que mudar, logo (e porque era uma das características que o marca) Juvenal lançou mãos à obra; Decidiu pintar o seu Renault Clio de castanho na capota, com um triângulo onde aparecia um grande S e de lado o carro seria todo pintado de vermelho (para combinar com as botas) - o Suga-mobile estava pronto.
Eram 23h45 e Juvenal, depois de todos os preparativos, chegara ao edifício do SIS.
Será desnecessário indicar que o primeiro pensamento deste nosso super-herói foi (com os seus binóculos a observar o segurança): "Aquele gajo está com ar de quem quer fazer uma m@mdinh@".
O seu pensamento foi afastado de repente pela necessidade de adquirir os ficheiros e após entrar pelas traseiras do edifício (que estava sempre aberta), Juvenal encontrava-se dentro do edifício.
Cenas do próximo capítulo:
A cavalgada alucinante na recuperação dos ficheiros. Será que é neste episódio que Juvenal tem a m@m@dinh@?
"Um clube do Norte, onde as gentes são mais simpáticas, acessíveis, disponíveis, onde ganhar por 1-0 nunca é suficiente, onde passar a ponte para o Sul era muitas vezes, há uns anos, sinónimo de já estar a perder por 3-0 mesmo não estando ainda a jogar. Um clube que equipa de azul-e-branco, que lutou contra a maioria sulista e cujos adeptos têm um orgulho imenso nas gloriosas conquistas dos últimos anos. Uma equipa cujos adeptos são, possivelmente, dos mais exigentes do Mundo.
Um clube que há 3 anos foi campeão da Europa, tinha vencido a Taça UEFA no ano anterior e foi, posteriormente, campeão do Mundo. Um clube pequeno, mas com raça e força, e que cada vez mais diminui o fosso para com o clube com mais adeptos em Portugal em termos de títulos, tendo já ultrapassado este em termos internacionais.
Um clube do povo nortenho, forte e destemido, com um Dragão como estádio e como símbolo."