Nestes últimos dias tenho assistido a várias histórias que afectam os meus amigos, uns pela positiva, outros pela negativa ao início mas depois tudo termina bem, ainda alguns em que as coisas não correm tão bem.
Não quero tornar este blog melancólico nem roto (não é Rui?) com os posts que ultimamente tenho vindo a deixar neste espaço mas tudo o que é observado e por conseguinte apreendido dá que pensar.
Tenho um amigo (enganem-se todos os que pensam que sou eu quando se diz "tenho um amigo" embora possa acontecer com qualquer um) que teve um relacionamento durante ano e meio aproximadamente e para terem uma pequena ideia de como as coisas funcionam esse meu amigo é estudante enquanto que ela começou a trabalhar aproximadamente há 6 meses.
Durante esse período de ano e meio passou-se muita coisa (como é normal), do meu ponto de vista de observador e como amigo sempre me apeteceu dizer "não cedas a isso", "impõe-te aqui", "tem cuidado em relação a isso", "não achas que ela controla demasiado?", ou seja, um conjunto de perguntas, muitas delas retóricas, no qual tinha o objectivo de alertar o meu amigo para algumas situações que poderiam prejudicar a relação dele (situação que sempre que acontece comigo tenho os amigos certos para me aconselharem) mas vendo que ele gostava muito dela (ou foi gostando cada vez mais) algumas dessas vezes preferi manter-me em silêncio e assistir ao desenvolvimento deste conjunto de situações.
O tempo foi passsando e a minha opinião ia mudando em alguns pontos, o estar com a pessoa (embora não inspirando muita confiança) ajudava a mudar em alguma parte a opinião que tinha sobre ela, quanto mais não fosse porque se notava que o carinho ia sendo crescente entre eles mas havia sempre pontos em que continuava a apetecer-me avisar o meu amigo pois havia coisas que indicavam que para além de uma manifesta falta de confiança, que transmitia toda a insegurança dessa pessoa e alguma falta de inteligência (de vez em quando), mostrava algum egoísmo e egocentrismo porque o meu amigo tinha (onde já se viu isto?) ou via-se na condição de ter de mostrar que gostava dela quando no fundo qualquer coisa, muitas vezes em pequenos pormenores, que ele fizesse mostrava isso mesmo.
Mesmo durante essa evolução o próprio discurso do meu amigo mudava e ela era cada vez mais uma constante do discurso dele pois frases como "ela também faz isso?", "ontem fui ali com ela", "engraçado!! já me aconteceu isso com ela?" eram cada vez mais sentenças que o meu amigo aplicava sem parar e que manifestava toda uma linguagem, uma panóplia de sentimentos e acima de tudo um sentimento que de todas as vezes que tinha a oportunidade de estar com a namorada dele não conseguia ver.
As coisas chegaram a um extremo tal em que o controle já era quase total, ocorrerem discussões porque simplesmente esse meu amigo ia a festas com os amigos - estando eu com ele na maioria dessas festas, posso indicar que foi sempre de uma correcção extrema em relação a ela mesmo quando apanhava "mocas" - não cumprimentar amigas dele porque tinha a sensação que estas se faziam a ele o que fazia em muitos casos que o meu amigo tivesse que ocultar que ia a uma simples festa (onde não fazia nada demais) e mesmo quando ia, passado um bocado já se sentia mal por estar lá ou não aproveitava tanto essas mesmas festas porque tinha na consciência que existia alguém no mundo dele que ficava chateado e que não compreendia o porquê dele estar com os amigos.
Estas invasões de espaço, esta falta de respeito em alguns casos, o egocentrismo dela e o mau-humor acentuaram-se após o início da actividade laboral dela, o tempo ia sendo cada vez menor para estarem juntos, a falta de paciência dela agudizava-se também para algumas coisas que o meu amigo fazia (numa relação todos cometem erros) ou que não fazia segundo o entendimento dela, o querer que o meu amigo desse mais coisas materiais (onde bastava no ponto de vista dele que era uma prova de amor) chegaram a um ponto máximo que culminou com o acabar da relação.
Acabar uma relação, como todos sabemos, pode acabar por diversos motivos e na maioria deles os mesmos podem ser plausíveis mas acabar de uma forma abrupta e indicando que "só o via como um amigo" e que queria manter uma relação de amizade alguma coisa estava por explicar, embora nem sempre seja assim está claro.
Essa rapariga, desde há um mês para cá em que além de ainda continuar a brincar com os sentimentos do meu amigo, quer fosse por não responder a algumas sms's que ele enviava (além de que isso partiu dela, o não queré-lo longe e precisar dele em algumas situações) quer por depois falar com ele e ele ter que estar disponível para ouví-la, namora praticamente (quero acreditar que só aconteceu depois e não antes) desde que terminou com esse meu amigo e imagine-se já abriu uma conta conjunta com essa pessoa e anda há procura de casa com essa mesma pessoa quando supostamente (será?) conhece essa pessoa há cerca de um mês e já tinha proposto isso ao meu amigo (quando ele é estudante e tem os pé assentes na terra).
Isto vem de encontro à pergunta colocada no título deste post pois o que é que se passa actualmente nas relações?
Há dias falava com o meu amigo X e quando as coisas não estavam a correr bem com ele uma das coisas que ele mencionou é que não fazia sentido que as coisas terminassem quando duas pessoas gostam uma da outra e como tal as coisas correram bem por ter acreditado nisso, mas isto que assisti tira-me do sério.
Depois de tudo que ela fez, dos cenários que criou, de toda a pressão que colocou, de todas as faltas de respeito, de espaço, até mesmo de privacidade, ela faz isto e não é a única a fazé-lo (o exemplo aqui manifestado é de uma mulher mas podia ser um homem a fazé-lo, não é isso que está em causa).
Será que o mais importante numa relação é a independência ( por mais pequena que seja), é a prova constante de entrega ou dádivas de bens materiais para provar que se gosta/adora/ama de alguém, será mesmo que é o abstraír-se de tudo e deixar de viver a vida dele para que a pessoa se sinta bem com isso ou é o facto de se gostar de alguém, de querer estar com essa pessoa, de valorizar a mesma e ser valorizada, de crescer com esse alguém, de viver as coisas pelo facto de gostar dessa pessoa e não viver por viver porque é fixe e tenho que fazer isso para que as pessoas saibam?
Será que a pressa de viver deturpa o raciocínio e acentua o egoísmo das mesmas ou será que ela chegou a gostar dele mesmo?
São perguntas que coloco e que gostava que fossem respondida por vocês com base nas vossas experiências (ou de um amigo) para saber o que se passa, porque simplesmente não me entra no sistema, não consigo encaixar.
Quanto a ti que passaste por isto, ela já passou, agora tens de te centrar em ti, achar o equilíbrio e é para isso que nós aqui estamos, para te ajudar a passar por isto (tal como eu fui ajudado anteriormente).
Estava a caminho da faculdade e como tal (até porque estava a chover e ando a ficar um preguiçoso de primeira) apanhei o BUS e aí vi isto:
- O motorista.
- Uma mulher casada que provavelmente se dirigia para o emprego (ou não) a colocar montanhas de baton.
- Um velhote, com um chapéu à velhote, à espera de outro velhote (que aparece na paragem a seguir) para irem para o seu jogo de cartas, já que estão prestes a receber a reforma ao fim do mês.
- Uma velhota com a perna engessada, provavelmente a deslocar-se (ou não) para o Hospital.
- Uma mulher carregada com 4sacos de compras.
- Uma mulher toda atrapalhada, com o telemóvel na mão, pois além de ter um dos filhos no colo ainda tinha outro que puxava pela saia que esta levava até ao joelho com meias pretas.
- Duas velhotas (será que isto acontece sempre num BUS?) a falarem dos seus filhos e netos e na vida que cada um leva e nos méritos que cada um tem e na influência directa que estas tiveram, além de que falam alto para uma pessoa ouvir (nota: como o pessoal até é relativamente inteligente inventou-se o MP3).
- Uma quarentona que dá graças a Deus por chover, assim não fica afectada pelo pólen que é normal apanhar nesta altura do ano.
- Uma senhora simpática que pergunta qual é o melhor BUS para ir para a baixa da cidade apanhar a camioneta.
- Duas míudas a irem para o Carolina e com folhas na mão, provavelmente a estudarem à última para um teste que não estudaram tanto quanto deviam porque ficaram a mandar mensagens ou a ver novelas ou até porque simplesmente não apeteceu, havendo mesmo o caso de ter estudado tanto que pensou que ainda não era o suficiente (será que isto também acontece sempre?).
- Um velhote sozinho, a olhar pela janela e a ver quem é a pessoa que se irá sentar ao lado dele para ver se dá para meter conversa.
- Um jovem trabalhador-estudante de Direito, que como não tinha nada para fazer, em que além de reencaminhar sms's para os amigos se deu ao trabalho de observar estas figuras.
Após mais uma viagem de BUS e contando com a chamada "experiência do observador" (onde se tira a pinta das pessoas por meras impresões ou pela linguagem corporal), vi em primeiro lugar elementos em comum no campo objectivo, tais como existência do guarda-chuva, chapéus de chuva (ou á velhote como preferirem), o telemóvel, mochila para uns, MP3 para outros, baton de cieiro, baton normal, mãos polvilhadas de anéis, unhas pintadas com o último verniz que a MASS lançou, ou noutros casos, um verniz qualquer, roupa de marca, roupa de andar por casa e outros objectos aparentemente singulares mas que quase toda a gente utiliza mas o que nos dá uma breve percepção do funcionamento destas pessoas que provavelmente não irei voltar a ver.
No campo subjectivo tantas perguntas se colocam às mesmas, começa logo por "para onde vão?", "onde trabalham?", "em que creche andam os putos?", "o que é que fulana comprou?" e "quantas paragens é que ela vai andar com as costas curvadas a segurar as compras com a mão direita?", "para que café, largo ou mesmo praça em que aqueles velhotes vão jogar?", "quantas horas é que o motorista vai aguentar a condução com este estado de tempo, o stress que se apodera das pessoas e onde na maior parte dos casos (tal como um árbitro) é sempre a parte mais fraca da equação?", "que problema (ou o novo problema) é que aquela velhota teve na perna?", sendo estas perguntas decorrentes de viagem que estão a fazer pois podem-se colocar outras tais como "quantas horas é que a mulhar que tinha os dois filhos conseguiu dormir?", "será que tem marido inclusivé?", "será que ela imaginava-se assim há 5anos?", "porque colocas tanto baton se vais trabalhar?", "porque é que está tão stressada com um mero teste de Geografia na altura e quando vês a Márcia só te lembras de perguntar porque é que o Nuno a traíu por aquela gaja que anda em Ciências?", "porque é que falam tanto nos netos e nos filhos para toda a gente ouvir?", ou indo por um campo mais ténue e no caminho imposto pela observação e pelo estado de espírito colocar perguntas como "o que é querias ser quando era míuda?", "o que te levou a andar pelo BUS sozinho à espera de falar com alguém?", "era isto que imaginavas há 5anos?";
Tantas perguntas colocadas porque simplesmente...iam 17 pessoas num BUS.
Ontem fui ao Pinguim com o Tiago e fomos ter com o meu grupo de amigos da faculdade para tarmos todos na boa até porque aqueles caralhos vieram da viagem finalistas e assim uma pessoa tinha acesso a várias histórias/mexericos sobre quem comeu quem, quem é a rapariga da faculdade que surpreende de biquini, quem é o gajo que come peruanas de 39 anos e por aí adiante.
Durante essa noite olhei para um grupo (não estava todo, faltavam 3pessoas igualmente importantes) e vi mais do que "pessoal da faculdade", sim de facto, este grupo de amigos acompanha-me desde que entrei em Direito e temos passao por várias fases, só que, actualmente, e depois de muitas peripécias este grupo são um grupo a quem eu posso chamar de amigos.
Nunca tinha referido estes caralhos neste blog, mas este grupo tem particularidades interessantes pois são muito similares ao nosso grupo em muitos aspectos se bem que em alguns aspectos as coisas são diferentes, como é normal.
Temos o Vinnie (o meu amigo Y ou simplesmente João) que é do Porto, temos o Carlos "Dédéu" que também é do Porto, temos o André "Capitão" que é de Coura, temos o Luís Bravo e o Paulo Deus de Vila Real, o Hugo de Gondomar, o Diogo de Espinho, o Vasco da régua e o Tó de Celorico de Basto.
Estes "animais" passaram num espaço de 5anos de um simples grupo de faculdade para um grupo de amigos pois eles não são apenas compostos por um gajo que adora Metal, jogou hóquéi em patins e é o líder do grupo, não é só um gajo simplesmente intelectual, conas, que se menospreza bastante porque não sabe o valor que tem e com um coração enorme, não é um gajo com uma maturidade normal para a idade (mas anormal para o que vemos hoje), que transpira calma e com um sorriso diz-nos mais do que um simples frase, não é só um bébado do caralho que come peruanas, que é um estudioso e é completamente o oposto daquilo que aparenta ser porque achou engraçado, não é outro que apanha bebedeiras, que se deixa pisar de vez em quando por algumas gajas e não luta por aquilo que quer porque é simplesmente tímido e não gosta de demonstrar, ou então não é apenas um gajo simples, que ferve em pouca água mas que é uma pessoa com uma inteligência e um rasgo cerebral fora do comum, nem tão pouco um gajo experiente, com a piada sempre na ponta da língua e com um humor mordaz, nem aquele que aparenta ser um gajo que faz tudo pela calada, que procura gajas atrás de gajas ("desde que seja gaja marcha") quando na verdade gosta apenas de uma ou mesmo aquele rapaz sensível que quando explode arrasa tudo que nem um furacão.
São pessoas com quem convivi e convivo que me surpreendeeram porque uma pessoa tem tendência a tirar a pinta a toda a gente, a dizer "aquele é isto", "aquele caralho...", "viste o que aquele gajo fez?" e surpreenderam-me pela positiva especialmente quando precisei mais deles.
A época em que precisei mais deles já passou mas marcam-me e até já sofro um bocado por antecipação (pois o Curso já está quase a acabar) porque são pessoas que me vêem tal como sou e não como algumas pessoas têm tendência a tirar a pinta, tal como eu ser ou ter tido uma atitude arrogante na faculdade, ser um gajo giro com bastante letra para algumas, ser um inconsequente ou imaturo para outros, ser desinibido para outras, etc.
Para eles e para vocês eu sou o Rui Óscar e isso é sempre o mais importante, sou mais um no grupo mas sou parte preponderante desse grupo tal como cada um de vocês que compõe cada um do meu grupo tem uma identidade própria e são igualmente importantes para mim.
Por fim, só queria dizer que tudo passa Y e isto também passará e PARABENS André!!
Este meu amigo já me acompanha há muito tempo e durante esse período (que já se estende há 20 anos) passamos por bons momentos, por maus momentos, por momento engraçados, por momentos menos apropriados, por situações em que nos agarrámos mutuamente e nos abraçamos em êxtase, por momentos em que quase nos mandámos "pró caralho", por situações em que vivemos as situações um do outro de tal forma que a determinada altura o problema já era nosso, ou seja, tenho vivido uma grande história com esse X.
X, tem sido uma pessoa que me acompanha, que me marca, que me incentiva, que me apoia, que me critica, que me fode a cabeça mas que de uma forma ou de outra está sempre presente.
Frases como: "desce rameira", "se precisares de falar", "uhhhhhh", "nobody speaks to me with Dresden", "ainda estás nisso, Preto?", "tem cuidado no que te metes", "a tua irmã...", "queres mesmo que conte que fizeste isso?", "vai apanhar na peida e xupa-mos", são um dos exemplos em que X, de uma forma ou de outra, mostra as suas emoções.
Nesta última semana, X passou por momentos de tristeza extrema tal como por momentos de alegria, bem como de torpor, de exaltação, de raiva, de impotência, de esperança, de vontade de lutar e durante esta semana (tal como durante a maior parte da minha vida, tal como eu a recordo) em que o acompanhei, X mostrou-se como sempre se mostrou, ou seja, uma pessoa que "antes quebrar do que torcer" e basicamente é um dos exemplos que X dá quase todos os dias e um traço irrefutável da sua personalidade.
X não merecia, esta última semana, tal como o meu amigo Y nunca merecerá uma semana igual, nem o meu amigo P, ou o meu amigo M, nem o M-it, ou o C, ou a B e o meu amigo R, mas como amanhã é sempre um novo dia, X mais uma vez se levantou, fruto de algum esforço e compreensão e, acima de tudo, alguma paciência (até há bem pouco tempo desconhecia que ele tivesse essa virtude tão afincada) e de certeza que agora as coisas correrão melhor.
Ele merece isso, tal como cada um de vocês que lê isto pois a VIDA é sempre algo que por mais momentos baixos ou fases más que nos ofereçam a oportunidade surge e as coisas acontecem.
Penso que vos devo uma explicação. Ontem, como todos perceberam, o meu mundo estava completamente diferente do que estava desde Domingo. Foi o culminar de uma semana muito complicada, em que alternei entre estados de alegria e de tristeza extrema.
O Preto sabe bem do que eu estou a falar. Expliquei-lhe tudo, e ninguém viveu esta situação como eu, ela e esse meu grande amigo – e vai desde aqui o meu agradecimento para ele, pela paciência e força.
No Domingo, ela e eu decidimos que era o melhor acabar com a relação que tínhamos. Não estava à espera, nitidamente. Estava a pensar que tudo estava, na realidade, a melhorar, e que tudo o que tínhamos dito no dia anterior iria resultar num novo fôlego para a relação.
No entanto, assim não o entendemos no Domingo, e um extremar de posições levou ao afastamento. Ou, pelo menos, assim o seria. Não vos vou dizer como correu a viagem entre Aveiro e o Porto, não vos vou dizer o que me custou – acho, no entanto, que vocês conseguem imaginar.
Ontem eu sucumbi à dor, e mandei-lhe uma sms. Como o Preto poderá testemunhar, eu não tinha desistido, até porque não entendia o básico do porquê de terminarmos. Não sou saco de boxe, mas sabia que ainda havia muito para dar aqui.
E conversei com ela até às 4h30. E no final da primeira hora de conversa já nada daquilo que havíamos decidido no Domingo fazia sentido.
Apercebemo-nos que temos o mais importante. E que as coisas, com esforços de parte a parte, vão ao sítio. E que vamos tentar de novo. E que vamos olhar para a frente. E que as coisas, quando são especiais, não terminam assim. Nem vão terminar assim.
Obrigado. A todos vocês, que mesmo não sabendo o que se passava, estiveram comigo ontem. Ou que me deram o vosso apoio, fosse por uma mão nos ombros ou por um “Sabes que estamos aqui”, ou pela mais singela janela do MSN.
Quando somos mais novos pensamos sempre que em qualquer caso de conflito, tensão, situações com que no deprámos e não damos a relevância ou especial atenção, que as coisas se irão resolver por si só ou que o tempo é o melhor conselheiro e que as coisas irão cair no esquecimento.
Para todos os que têm essa ideia ou conceito apreendido (inclusivamente eu até hà bem pouco tempo) a vida encarregar-se-á de dizer e de vos mostrar que essa realidade não existe ou a existir será sempre uma realidade paralela onde apenas um punhado de pessoas pensa dessa forma pois passam por situações de despreendimento (e aqui constitui sempre um elemento variável pois depende em último caso do grau de autonomia e de reflexão que determinado indivíduo atinge) em relação aos demais.
Temos sempre tendência a pensar que tudo irá passar, no que erramos hoje perdoar-nos-ão amanhã, que a pessoa que nos magou outrora irá mudar, que o que aconteceu hoje é um simples devaneio ou característica intrínseca da pessoa e devemos respeitá-la por isso mas não é verdade que "a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros"?
Com a aprendizagem que tive de oportunidade de ter, em todos os meios que nos inserimos, seja ele a família, círculo de amigos especialmente vocês), escola (faculdade), trabalho (para nós que estamos a iniciar esse ciclo) e figuras alternativas como o aparelho social que nos é oferecido pelos vizinhos, traseuntes, conjunto de conhecidos, etc, posso dizer que em todas as relações, teia social e conjunto de interesses estabelecidos que os grupos de interesse variam consoante as situações, nomeadamente as pessoas que compõem esses mesmos grupos.
Hoje são alguém especial, amanhã bestas, noutro dia pessoas importantes, nalguns dias de saudade pessoas que nos marcam, nalguns em que a auto-crítica existe e nas conversas que se têm são pessoas que marcam negativamente e isto tudo acontece porque as coisas não são bem resolvidas.
Tirando o nosso grupo (e é por isso que vocês são importantes para mim mesmo quando há stresses com um simples jogo de futebol, não é Rui?) as pessoas com que nós não conseguimos resolver determinada situação acabam por ser seres híbridos que num dia nos surpreendem pela positiva noutro pela negativa, o que leva ao ponto fulcral desta dissertação que é o diálogo.
O diálogo para as pessoas do nosso grupo, que se conhecem desde sempre, é efectuado através de um olhar, pela linguagem corporal (seja por um gesto, por um sorriso, por um franzir de olhos, por um olhar de lado, etc) seja mesmo pela fala o que faz com que as situações que eventualmente venham a ser de conflito passem quase instantaneamente até porque existe algo que se chama compreensão, amizade e respeito pela pessoa que somos; para as pessoas que não nos conhecem e que em determinada altura exigiram ou esperavam algo de nós que por algum motivo não correspondemos ou vice-versa já é diferente, nunca imaginaram ou nunca vos vém à cabeça de vez em quando lembranças daquela(s) pessoa(s) que em determinada situação poderia ter um papel diferente na nossa vida se as situações vividas tivessem sido resolvidas na altura?
De vez em quando tenho a sensação (e perdoem-me o raciocínio demasiado analítico e quiçá linear, o que confere algum limite e um padrão comportamental em que muita gente não se revê) que as pessoas, ou por serem egoístas ou por terem medo da inconveniência que algumas situações podem acarretar, seguem o caminho mais fácil e depois quando se cruzam na nossa vida o olhar, a forma de estar muda só porque em determinada situação falhamos com alguma coisa ou essa pessoa falhou?
Se falhámos falem, digam o que têm a dizer e não nos olhem ou ajam de uma forma com o qual levam a constrangimento ou pensar constantemente que tudo poderia ser diferente, a pessoa humana erra, e erra (especialmente aquelas que têm conteúdo e respeito pelo próximo) pois esse é o caminho que nos leva a conhecer-mo-nos, a saber o que queremos e a lutar por aquilo que no fundo nos tornam felizes.
Felizmente posso dizer que errei algumas vezes e ainda bem que errei, mas acima de tudo ainda bem que tive amigos como vocês que me ajudaram a ver onde errei e o que fazer em determinada situação (nem sempre seguido ao início por mim) e mesmo nas situações em que optei por seguir outro rumo estiveram lá sempre por mim e para mim porque as situações entre nós já estão resolvidas á partida quer seja pelo diálogo, pelo respeito e pela amizade que nos une.
Não é possível agradarmos a gregos e troianos mas pode-se chegar a um consenso, pode-se chegar a um ponto de equilíbrio, podemos chegar inclusivamente a um ponto nunca chegado antes que é o analisar a pessoa por aquilo que ela é, por aquilo em que acredita e por aquilo que faz e não por aquilo que aparenta pois esse é sempre o ponto mais fraco e por onte a corda parte mais facilmente, e para chegarmos a esse estado um dos pontos importantes é o resolver situações à partida, é ter a coragem de chegar à beira da pessoa e dizer "temos de conversar", "temos de resolver isto" porque senão e num dia em que até as situações são diferentes, a maturidade é outra e a forma como se vê este emaranhado de relações chamado VIDA nunca está completamente sanado porque anteriormente optou-se pelo caminho mais fácil.
Conclusão: obrigado (nunca é tarde agradecer embora possa ser um pouco roto) àqueles que me ensinaram a ser, a viver e a ver a VIDA da forma como ela é e que acima de tudo nunca desistiram de mim.
00h01: O vosso herói ou está a chegar a casa depois de mais uma noite bem passada com os amigos no Célia ou então está a ressacar (deitado na cama diga-se) depois de mais um dia (geralmente de trabalho) a ver TV ou a ler um livro para ver se adormece pois o dia começa cedo e o trabalho também.
00h25: Depois de 24m a ver TV ou a ler um livro (isto, se chegar a casa a essa hora) para ver se adormece, o vosso herói desliga a TV e adormece em seguida.
04H00: Rui Óscar acorda e vai à cozinha beber e aqui comete-se a primeira loucura do dia porque ou bebe água ou Ice-Tea...fresco!! Rui Óscar detesta bebidas naturais e só em casos de desespero é que recorre a eles.Neste fase, o nosso herói parece um autómato porque levanta-se, vai à cozinha às escuras, abre o frigorífico, bebe da garrafa, fecha o frigorífico e dorme de seguida sem pensar no pesadelo que teve.
07h35: Toca o despertador, dá vontade de tudo, de dormir mais 1minuto, de partir o telemóvel (2ª loucura do dia), de fugir do país num cargueiro em direcção a outro país, de preferência onde não se trabalhe, mas o dever chama e Rui òscar vai tomar banho.
07h36: Rui òscar olha-se ao espelho.
07h37: Abre-se a torneira e subitamente a cabine enche-se de vapores quentes e passado 5-10m Rui Óscar acorda do transe e vai-se vestir.
07h48: Rui Óscar olha-se ao espelho.
07H50: O nosso herói veste-se depois de chegar ao armário e escolher a roupa aleatoriamente desde que fique combinado.
07h52: Depois de se vestir, desloca-se à cozinha onde come Chocapic, Cérelac ou então e ultimamente, fruta (banana ou maçás) e bebe água...gelada (ver secção das 04h00).
07h55: Rui Óscar está a ver o teletexto para se informar, de preferência da CNN e dá um beijo à irmã.
07h59: Rui Óscar olha-se ao espelho do elevador.
08h00: A porta fecha-se e depois do exemplo que dá como chefe de família e querido irmão Rui Óscar assume um cariz social, cumprimentando a chata da empregada que nos cumprimenta e diz-nos sempre "está um bom dia, muito Sol" ou "que tempo horrível", pensando que nos está a fazer um grande favor pois uma pessoa até tem algo chamado janelas.
08h05: Liga-se o MP3 e ouve-se música até chegar ao local de trabalho.
08h45: Chegada ao local de trabalho e aí assume-se a postura de trabalhador, aqui Rui óscar cumprimenta o segurança de uma forma mais efusiva consoante for o segurança com que tenha mais confiança ou o segurança que não lava as mão depois de urinar.
08h47: Rui cumprimenta os colegas, manda a boca sexual da praxe e prepara o seu trabalho.
08h54: Rui òscar vai ao WC e olha-se ao espelho, respira fundo e vai para a sua posição.
09h00: Começa a trabalhar, com diferentes incidências em que a adrenalina está ao máximo variando conforme mos clientes que atende.
11h35: Para não adormecer, apesar da adrenalina, Rui Óscar reencaminha mensagens recebidas para os seus amigos 93 (pois as sms's são de borla) e acorde de facto.
13h00: Hora de almoço e aqui começa a 3ª loucura do dia...Rui Óscar só come porcarias (de preferência bolachas) e tenta ser porco a hora toda (caso esteja alguém presente que não goste)ou então fala amistosamente com alguns colegas de trabalho (e eles esperam sempre pela brincadeira do dia com alusões a homossexuais, prostitutas e figuras afins).
14h00: 2º turno de trabalho que passa relativamente rápido com pausa pelo meio.
16h00: Fecha-se a porta do trabalho e veste-se a pele social, seja a ajudar uma idosa a entrar no BUS, seja a sorrir para um adulto que nos fita com ar curioso, seja a fazer uma festa na cabçe de uma criança que tem sempre um sorriso nos lábios.
16h30: Rui óscar chega ao centro da cidade e ou dirige-se para as aulas de condução ou vai à faculdade; quer seja no papel de instruendo seja no papel de aluno, o nosso herói relaxa pois quer uma operação quer outra acabam por ser sempre estimulantes, especialmente na condução onde se vê determinados comportamentos e hábitos simples a que damos um valor incalculável enquanto vemos o anónimo em quem nos revemos mediante a operação que efectua, seja na faculdade onde existem o pessoal amigo, a Net (onde muitas vezes não tem tempo para acabar os post's, como neste caso concreto) e a sala de jogos.
17h00-17h30: Rui chega ao ginásio, manda o piropo ao dono do ginásio e ouve sempre algo erm troca e seguidamente dirige-se para o vestiário.
17h01-17h31: Rui Óscar olha-se ao espelho do vestiário.
17h40: Começa o treino com abdominais enquanto espera pelos seus queridos companheiros de treino, embora antes cumprimente todos os presentes e abrace efusivamente o instrutor.
18h45: Rui Óscar lé o jornal enquanto espera pelo Tiago (que é sempre o segundo a aparecer)
19H00. Tiago chega.
19h15: depois de um relato por parte destes dois distintos interlocutores dirigem-se para a sala de musculação e esperam ansiosamente pela chegada do venerado Hugo.
20h30: Por norma o treino termina a esta hora depois de uma sessão dolorosa a nível muscular e um relaxamento mental depois de todas as caralhadas que dizemos e fazemos, ou seja, 4ª loucura do dia...
20h31: Dirigem-se ao balneário e Rui Óscar olha-se ao espelho.
20h36: Depois de 5m a mirar-se ao espelho, despe-se e vai pró banho relaxante.
21h00: Saída do ginásio em direcção a casa, mas e como sempre dá-se um piropo ou insulta-se mesmo a recepcionista fantástica e o próprio dono do ginásio de uma forma carinhosa.
21h15: Chegada a casa, aqui o nosso herói quando chega diz "o Homem, O Deus, o Adónes" (É ADÓNIS QUE SE ESCREVE, SEU CROMO) e só depois é que cumprimenta a sua família e sufoca a irmã com os seus cumprimentos bacocos.
21h58: Rui entra no elevador para ir ter com Tiago e olha-se ao espelho.
22h00: depois de mensagem do Tiago a dizer "desce boi" ou "bora lá rameira", Rui Óscar entra no carro do Tiago Soares e dirigem-se para o Célia, muitas vezes na companhia do Pedro Quintas e lá encontram-se com o Rui Barbas e a sua namorada, a Andreia.
22h15: Chegada triunfal ao Célia, insulta-se o "grande" Paulo (o empregado), cumprimenta-se a Sandra e apalpa-se o dono do café enquanto se fita com um sorriso irónico a corja de velhotes (idosos para as pessoas mais sensíveis, SIM; este é um blog vocacionado para as famílias) que lá param e a rapariga morena e gira (que anda em Direito) e que namora com um rapaz que não lhe presta atenção enquanto estão no café, sendo alvos fáceis e predilectos da nossa ira, o que significa que entramos na 5ª loucura do dia.
23H30: Depois de mais um café onde Pedro Quintas foi o alvo principal das nossas brincadeiras ou o próprio e saudoso Hélder Miguel Gonçalves Carrapatoso (aquele cujo nome nunca mais pronunciaremos, está em análise a ostracização deste jovem dos livros e qualquer registo fotográfico da história de Santa Luzia), insulta-se mais uma vez o "grande" Paulo, despedimo-nos da Sandra e apalpamos o dono do café enquanto fitamos (se ainda lá estiverem) os velhotes (ou idosos para as mentes mais susceptíveis), esquivámo-nos do Sr. Paul e ainda olhámos de uma forma irónica para a rapariga morena e gira (que anda em Direito) e que namora com um rapaz que não lhe presta a devida (diga-se) atenção enquanto estão no café.
23H50: Depois de gozarmos mais uma vez com o Pedro Quintas ou então comigo (porque as coisas nem sempre correm bem), e seguidamente ao deixar-se Pedro Quintas (que tanto opta por bater no carro quando saí como não, tens que explicar esse movimento reflexo), Rui óscar e Tiago conferenciam entre si e continuam a conversa deixada a meio no ginásio ou então que não ficou totalmente dissecada no café.
23H57: Rui chega ao elevador e olha-se ao espelho.
00h00: Começa o novo dia do vosso herói, que vai acontecer? (aceitam-se apostas)
"Todos diferentes, todos iguais" é um brocardo que não se aplica apenas ao racismo, aplica-se a tudo e na confrontação Homem/Mulher também se aplica.
Temos as mesmas necessidades, os mesmos desejos, experiências similares e a mesma vontade de atingir os nossos objectivos mas existem sempre diferenças a nível comportamental e são características que não poderemos afastar como os seguintes exemplos o comprovam:
Um casal de namorados passeia na rua e passa um rapaz bonito mesmo em frente a eles, o que acontece?...A mulher mira-o de cima a baixo e sorri além de que não diz nada ao namorado.
Imaginemos a mesma situação mas agora é o homem que olha (para uma rapariga, está claro), o que acontece?...Ou ele pergunta "Viste?" ou diz "De facto é uma rapariga gira" ou gosta tanto da rapariga que olha mas tá-se a cagar se a rapariga é gira ou não.
Diferença: O Homem exprime os sentimentos.
Uma rapariga está num grupo de rapazes e um deles lembra-se de mandar um peido, ela diz: "Que nojo" (com ar de desdém) mas quando está num grupo de raparigas, numa festa de pijama, peidam-se até de madrugada.
Um rapaz está num grupo de raparigas e uma delas, infelizmente diga-se, lembra-se de mandar um peido, o rapaz em primeiro lugar diz "Que nojo" mas com um sorriso na cara, a seguir bate-lhe palmas e mais tarde num grupo de amigos, seja em que sítio for, peida-se, comenta o peido e ri-se do ar agastado dos amigos que têm que levar com o cheiro de tamanha bomba.
Diferença: O Homem é mais autêntico e espontâneo.
Um homem está interessado numa mulher, o que acontece?...De uma maneira ou de outra, existindo diferenças também entre a nossa estirpe, o homem tem de batalhar, tem de meter conversa, tem de sacar o número (o MSN também para o serviço a nível de contacto ser mais abrangente e se a rede do telemóvel não for compatível com a dele), tem de ser ele a enviar sms primeiro, tem de ser ele a pensar num encontro onde preencha as medidas da mulher, tem de ser ele a avançar, enfim tem de fazer tudo para que a mulher sinta no seu interior uma sensação de controle.
Uma mulher está interessada num homem, o que acontece?...Se estiver numa disco, ela olha para o rapaz timidamente (de preferência com uma amiga ao lado) mas desvia o olhar e faz-se de desinteressada e vai para a pista dançar mas sempre num ângulo onde o suposto interesse consiga vê-la, se for num local público como a faculdade, baixa um bocado os ombros para indicar uma sensação de desconforto, como quem não quer estar ali e não tem mais nada para fazer para que o suposto interesse seja o primeiro a falar.
Diferença: O Homem é que tem que dar sempre o primeiro passo e mostrar interesse.
Um homem está interessado numa mulher (outro exemplo), o que é que ele faz?...Longe vai o tempo em que o dizíamos a um amigo, "Fala com ela para ver se ela está interessada"; agora somos nós que temos de fazer o trabalho todo até porque senão somos vistos por parte da parte interessada como alguém com dificuldade em assumir-se e a lutar por aquilo que quer.
Uma mulher está interessada num homem, o que é que ela faz?...Para além do exemplo anterior, ou seja, é um efeito lateral do interesse manifestado pela mulher, ela não pode dar parte de fraca por isso e mesmo nos casos em que seja ela de facto a meter conversa existe sempre uma amiga que sonda o homem para que saiba mais ou menos o terreno em que a amiga possa movimentar-se.
Diferença: o Homem, neste momento, tem que lutar sempre sozinho, a mulher tem que ter sempre um peão, ou uma égua/cavalo, bispo (se o amigo for homossexual) ou mesmo uma torre para que desta forma atinja os seus objectivos.
O primeiro beijo, o que é que acontece neste caso quando o Homem quer muito?...O Homem procura um lugar calmo (se gostar muito dela) e se estiver sozinho (ou então num cinema) ou mesmo num estádio de futebol (neste caso no intervalo ou então quando a equipa marca golo), com uma música romântica por trás e naquele momento em que são trocados os olhares de rendição e um pequeno silêncio irrompe entre eles, ele toma o impulso para beijar.
O primeiro beijo, o que é acontece neste caso quando a mulher quer muito?...Ela baixa novamente os braços, arfa um bocadinho ou suspira, olha directamente por uns segundos mas afasta o olhar, olha para o vazio na esperança que o rapaz se aproxime e a beije mas se isso não acontecer ao fim de 15minutos ela parte para a acção.
Diferença: Só em casos de desespero é que a mulher age.
Com estes exemplos enunciados, não quero generalizar um padrão comportamental entre Homem e Mulher mas são diferenças que temos a oportunidade de observar seja por nós, seja por amigos ou mesmo por desconhecidos quando não temos nada para fazer, o que me leva a perguntar o seguinte:
Tendo em que existem certas noções, estandartização de atitudes, ideis pré-concebidas, mesmo a historicidade, usos e costumes vê-se que os obejctivos são os mesmos, por isso, porque é que não revêm a vossa atitude, ah? ;)
Saudades de ter tempo para mim... Saudades de vegetar... Saudades de me deitar sem me preocupar com o dia de amanhã... Saudades de ter tempo para tudo... Saudades dos tempos passados no pátio... Saudades do Risco, do Monopólio e até mesmo das cartas... e e e e Saudades do Miguelito ;))))))))))))))))
A socialização é uma das palavras que menos utilizamos acabadas em "ão", ora vejamos:
Para mim: "Sou um garanhão (nas minhas fantasias)"
Para o Tiago: "Tou a ficar um calmeirão!!"
Para o Miguel: "Não há nada mais lindo que a tua mão..."
Para o Pedro: "Mãe: faz-me um pão!!" "Já viste o nariz da gaja?Não dá tesão!!"
Para o Post-it: "Mãe: faz-me um pão!!"
Para o Barbas: "Quer comprar este cão?"
Para o Cácá: "Já fui campeão..."
Para a Bé: "Não, já disse que não (quando vai a um restaurante e não quer comer)"
Para o Terroge: "Quero pilotar um avião"
Para o Luís: "Tanto dá até que fura (o Luís será sempre diferente)"
Mas, apesar da pouca utilização desta palavra (socialização para quem começou a ler agora), ela está intrínseca no nosso comportamento e o nosso grupo é o exemplo máximo dessa palavra.
Porém, nem tudo é perfeito e decorrente das nossas vivências/experiências, onde estamos em constante mutação e com horários cada vez mais apertados várias questões prementes se colocam?
"Quem vai tomar café logo?" "Quem quer jogar futebol no Sábado?" "Vamos ao cinema hoje" "E que tal um jantar de boas-vindas ao Luís?"
Estas questões, onde pode ser acrescida qualquer outro tipo de questão, igualmente pertinente, conduz-nos ao cerne da questão, que é a possível resposta e aqui temos que melhorar, ora vejamos:
Eu: por norma respondo mas não tenho muita coisa para fazer mas o contrário já não acontece muitas vezes...
ex: "Irmão(a)s: Futebolada no MyIndoor, Sábado ás 20h30 seguido de um jantar? Respondam o mais rápido possível, ok?"
Tiago: por norma é a pessoa a quem colocamos a responsabilidade de actuar, marcar jogos, pensar no que é que podemos fazer ou ir a não ser quando me delega algumas dessas mesmas tarefas...
ex: "Paneleiros e Bé: que tal um joguito de futebol seguido de uma jantarada?" "Quem vem tomar café?" "Que tal uma jantarada de boas vinda ao Luís?"
Miguel: do grande impulsionador dos cafés e afins passou a não responder sequer à maior parte das sms's...
ex: "Vamos tomar café?" a "Hey, esqueci-me Toni"
Pedro: por norma não responde mas quando responde nunca chega a tempo...
ex: "Não recebi a sms...(quando não responde)" "Não tava com o tlm, a minha mãe é que mo levou senão nunca teria visto (quando chega atrasado 20m)"
Post-it: nesta categoria, o Post cumpre os requisitos por isso não vou dar exemplos concretos, até porque ele não costuma marcar nada e quando marca é com a devida antecedência...Mesmo assim é sempre bom sabermos como estás meu caralho o que faz com que saibamos se podemos contare ctg por isso avisa-nos quando estiveres bom do joelho, quanto mais não seja para a futebolada porque no resto até respondes
Barbas: normalmente responde ao Tiago mas não me responde ou muitas vezes quando responde obriga-nos a telefonar porque a resposta é conclusiva mas é um facto assente que é a das pessoas que mesmo assim ainda responde mais...
ex: "Pensei que fosse mais uma sms estúpida por isso apaguei" " Nunca saberás"
Cácá: também não responde muitas vezes porque pensa que está tácito a participação dele.
ex: "já sabem que podem contar comigo" "se não puder eu aviso"
Bé: tendo em conta que só nos jantares ou cinema é que enviamos sms's a perguntar pela sua disponibilidade não há exemplos concretos a dar mesmo assim tem em atenção que nem tudo o que mando são piadas...
Luís: tás safo, és o único 91 o que me leva a não colocar exemplos, além de que tens o cuidado de avisar quando vens...
Ideias a reter:
- O Tiago e eu não podemos ser sempre as pessoas a marcar tudo - Disponibilidade
- Quando enviamos uma sms a marcar algo respondam o mais rápido possível dentro do vosso tempo disponível - Assertividade
- Sempre que quiserem algo diferente marquem também algo para não caírmos sempre no mesmo vício como ultimamente tem sido feito pelo Cácá, o Pedro e o Luís (quando ainda estava na Polácia) - Disponibilidade
Nota: isto é uma crítica construtiva por isso alguns dos pontos referidos servem apenas para exemplo embora não reflicta um padrão ou uma generalização de comportamento dos membros deste grupo fantástico (aqui é a parte da graxa) a não ser no caso do Pedrocas ;))))))