Prometo não desapontar ninguém... Quero começar a pontuar já hoje! :D
A situação do Luis é injusta... O Toni, para além de não aparecer, vai agora para a Polónia! Não podemos monitorizar a merda que ele vai fazer... o q fazer?? Luis...vais ter que relatar diariamente a merda que fazes...incluindo a que fazes na casa de banho! O relatório pormenorizado de toda a merda que fazes, tem que estar todos os dias às 21h de Portugal nos nossos mails... Caso a entrega desse relatório não chegue na hora prevista, estás a violar o artigo 33º do Codigo da Merda, que prevê pena de prisão perpétua no estabelecimento prisional de Santa Luzia (tás fodido!!).
Boiola...BOA VIAGEM!BOA SORTE para a vida de casal... :D BOA SORTE para o estágio... caso precises de alguma coisa, já sabes...NÓS NÃO ESTAMOS CÁ!
Ah!falta uma coisa... não deixes ficar mal a imagem do homem português...bebe o maximo de VODKA que puderes! :D
Velhotas estúpidas que não têm nada para fazer da puta da vida:
- O passeio serve para os peões transitarem, não serve apenas para ficarem a olharem para as montras, até porque existe uma porta onde diz "Empurre" onde podem entrar à vontade e ver aquilo que querem ou que gostariam de ter mas para o qual não têm dinheiro para comprar, e aqui reside um ponto fundamental: Quem não tem dinheiro não tem vícios, por isso, CIRCULEM por favor.
- O passeio serve para os peões transitarem (isto é para o caso de vocés terem Alzheimer, pelo menos lembram-se disto durante dois segundos), não serve apenas para ficarem a falar da vossa vida inútil e fútil, e cá entre nós, que já não irá durar tanto, por isso não falem na rua, especialmente num passeio que milhares de pessoas utilizam (aqui reside um erro enorme, peço perdão, estou a falar concretamente da baixa entre outros passeios existentes na nossa cidade que implicam uma enorme migração e movimentação por parte de milhares de pessoas) e que está em constante movimento, OUVIRAM BEM?? EM CONSTANTE MOVIMENTO (MOVIMENTO é a palavra-chave).
- O passeio serve para os peões transitarem (ainda não se esqueceram?MUITO BEM, AFINAL ISTO SERVE PARA ALGUMA COISA) e não para pousarem os sacos e queixarem-se das costas, afinal se vocés não aguentam com os sacos não os carreguem, vocés já têm pouco tempo de vida e nem sequer o aproveitam em qualidade, é apenas uma questão de senso comum.
- O passeio serve para os peões transitarem (vou dizé-lo tantas vezes até vocés tomarem consciência da atrocidade que cometem diariamente) e não para abraçarem uma puta qualquer que provavelmente os vossos maridos já comeram há 20 anos atrás (pensem bem nisto,SE O VOSSO MARIDO JÁ AS COMEU PARA QUÊ ABRAÇÁ-LAS?É QUE ELE JÁ FEZ ISSO POR VOCÉS...), vocés gostam mesmo de perder tempo, não gostam?
- O passeio serve para os peões fazerem o quê? É isso mesmo, TRANSITAREM. - Isso implica uma ideia de? É isso mesmo, MOVIMENTO.
Conclusão: Aumentem a idade da Reforma por favor se não houver uma melhoria significativa nos próximos 2 anos ou então, e até porque só estou a desenvolver consciência crítica, (isto já não é para vocés velhotas, assimilem apenas a ideia de MOVIMENTO) até ao final da Legislatura e sem qualquer tipo de discriminação, porque eu quero apenas educar, aumentem a idade da Reforme para as mulheres, são elas o principal cancro desta situação que acabei de enunciar.
Amor: gosto de te fazer feliz gosto de te mimar gosto de te ver sorrir gosto de te ver a fazer birra gosto de te ver depois da birra gosto de te elogiar gosto de te corar gosto de te amar gosto de acordar ao teu lado gosto k te faças de dura qd és um florzinha gosto de te proteger gosto de te beijar gosto de te dar chupoes gosto de sonhar contigo gosto dos teus pés... gosto dos teus olhos das tuas orelhinhas gosto da tua barriguinha gosto de ver cosinhar gosto de ver qd es teimosa gosto de te ver dormir
Mais uns dias e a minha vida volta à normalidade, volto a ter a companhia k me complementa... Agora é k vai começar a verdadeira aventura da minha vida... Mas tou confiante...
Na vida estabeleci meia duzia de principios base, mais como metodo de defesa k outra coisa... Mas por vezes esqueço-me k eles existem... Depois uma pessoa magoa-se sem necessidade... Mas pronto tb sei ser teimoso e lutar pelo que gosto, e o k mais gosto no mundo é da Andreia... Por isso por mais estranhas k sejam as tuas opções, não vou deixar de lutar por ti, mesmo qd isso me magoa a mim e a ti. Para que ninguém tenha duvidas, és mesmo tu k eu amo.
Muitas vezes já ouvimos expressões como "a vida é dura", "é a vida...", "a vida é feita de encontros e desencontros..." mas o que é a vida?
De vez em quando penso se a vida é apenas isto...
Quando digo "apenas" digo-o no sentido de e até em forma de pergunta se não há algo mais reservado para nós?!
Ontem fui visitar o meu avô e ao olhar para ele deitado naquela cama, sem fazer quase gesto nenhum e, julgo eu, que nem sequer conseguiu reconhecer-me, se a vida é isto, se a vida é algo em que as constantes preocupações do quotidiano, a forma rápida e muitas vezes casual de como as relações entre as pessoas são estabelecidas, o nunca parar para reflectir, vale a pena.
Isto é, ontem, ao vê-lo, vi a minha infância de relance e o meu presente além de ver o passado e presente da pessoa que estava à minha beira. Essa pessoa, foi uma pessoa que viveu a vida intensamente, que sempre que me recebia em casa ou mesmo quando me visitava recebia-me com um sorriso do tamanho do mundo (o que reflectia a vontade de viver e a força com que ele encarava a vida), as próprias festas em casa dele, os serões com ele e a minha tia Júlia a jogar cartas e outros jogos de tabuleiro, tudo lembranças que vieram à flor da pele e que deixam-me triste pois nunca mais irão passar disso, simples lembranças, pois agora a pessoa encontra-se acamada e confinada apenas a tentar entender o que as pessoas dizem e à espera do último sopro onde tém como principais amigos e/ou pessoas que lhe querem bem a minha prima que vai visitá-lo todos os dias e as enfermeiras, ou seja, alguém que estava sempre acompanhado, quer em festas quer em casa durante a vida toda neste momento encontra-se votado ao esquecimento pela maior parte das pessoas que o conhecem!!
É nestas alturas, que uma pessoa se apercebe que nem sempre a conduta que teve foi a melhor, que nem sempre a rapidez de processos substitui uma conversa adulta, que o passado e presente se misturam numa espécie de lição que se irão reflectir no futuro e que em último caso, quando as coisas/acontecimentos/situações parecem não ter solução é porque de facto muitas delas não têm mas não quer dizer que não se tente.
Agora, pelo facto de muitas delas não terem solução não quer dizer que não as procuremos, não quer dizer que não tenhamos de lutar por elas, ontem vi alguém que está a lutar contra a adversidade e que tem o triplo da minha idade, não há solução para o que vai acontecer mas não quer dizer que não se lute para chegar mais longe do que alguém chegou e para sentir o simples sopro que é este puzzle chamado vida.
O que aprendi ontem, dos apenas 30 minutos em que lá estive, é que a vida pode parecer sempre má e, mesmo vazia de conteúdo em alguns casos, mas que se não lutarmos não seremos metade do que somos, que hà situações que carecem de explicação mas que a determinada situação poderemos ao responder à mesma, basta procurar...
Com isto, e agora vem a parte rota, é que esta situação deixa-me triste e revoltado porque nem sempre tive a melhor atitude para alguém que está praticamente inerte e sujeito a um destino que não se prevê muito longo e ficou tanta coisa por dizer a alguém quejá não terá a capacidade de compreender algumas atitudes que tive mas que mesmo sem ter a capacidade de compreensão necessária e mesmo limitado a alguns movimentos conseguiu dar-me algumas respostas ou tentar ver a vida de uma certa forma mesmo sem falar.
Assim, chego à conclusão que a vida é sempre algo mais apesar do apenas em que ciclicamente vimos a cair, que vale a pena vivé-la independentemente das situações pelas quais venhamos a passar, que o que nos foi reservado até agora é apenas um fragmento daquilo que iremos alcançar num futuro próximo e que a vida até agora foi boa para mim porque tenho muita coisa boa e mesmo em momentos como estes, em que me apetece mandar tudo à merda, tenho sempre alguém para desabafar, neste caso e como quase sempre, que são vocês...
Por isso nunca é tarde dizé-lo que GOSTO MUITO DE VOCÊS, sim até de ti Pedro... ;)
Pensei, pensei e cheguei a uma conclusão, que a meu ver, parece justa. Todos os carros, que circulem a menos de 100 km/h na faixa da esquerda de uma auto-estrada, deveriam, em jeito de automático, explodir. Perder-se-iam algumas vidas, é certo, mas é melhor assim. A estupidez de alguém, que com duas faixas vazias à sua direita, insiste em lamber vagorosamente a da esquerda, é meritória de um belo dispositivo no banco de trás que detone automáticamente. Ninguem sofreria, nem o próprio condutor. Minto, sofreriam um bocadinho. Uma bomba ainda faz dói dói. Mas tem de ser assim, não me levem a mal, sou um mero mensageiro. A ideia é simples e querida de dar beijinhos. Cada condutor, pela manhã, seria munido de um palestiniano, que estaria sentadinho no banco de trás, com uma mochila toda janota. P.s.- Este senhor palestiniano é: bom moço, lavadinho, com uma camisa apertadinha até cima, para resguardar o peitinho de correntes de ar. Mas danado para a brincadeira. Depois o processo seria limpinho e eficaz. O condutor, como sempre, metia uma abaixo e mudava para a faixa da esquerda e mantinha-se nela a 90 kilometros/mortíferos. Em seguida escutaria um ligeiro "click" dentro do carro, olharia de imediato para o conta-quilómetros, e morreria a meio de um "oh ****** guarda a mochila, ai cum car...! (PUUUUMMMMM) Deus os guarde em descanso. O Sr. palestiniano teria nas suas doces mãos uma camera de filmar, daquelas resistentes, assim tipo... resistentes, cuja cassete seria posteriormente aproveitada, para acompanhar aulas de condução e mostrar aos alunos o senhor Antunes a estoirar. E também o Sr. Palestiniano a dizer adeus para a camera. Outra solução, também baratucha e práctica, seria a de qualquer condutor que fosse obrigado a ultrapassar pela direita, ser subsidiado de uma caçadeira daquelas de matar patos, e alguns cartuchos. Ultrapassaria pela direita, mantinha a velocidade de cruzeiro do condutor à esquerda, e tinha direito a dois tiros. Um nos joelhos para desiquilibrar a velocidade e posteriormente num dos braços, só porque é giro. O leitor deve estar a pensar "epá, que exagero! morrer? é preciso tanto!?" Realmente não. Mas vai ter que ser.
A vida é feita de opções, ate ai estamos todos de acordo. agora nao me peçam para apoiar o k não concordo e o k sei k é mau para mim. Nunca aceitei segundas escolhas, também não vai ser agora... Geralmente na vida as opções têm consequencias, vamos o k me reserva o futuro proximo...
E não é k a minha sogra vai ligar para mim para saber da filha... Diz ela : - "é mais facil ele falar contigo pela net, e eu ligar-lhe para saber como estás..."
O departamento médico do FC Porto — com ou sem razão — entendeu que Nuno Valente, por causa da lesão contraída o ano passado ao serviço da Selecção, não estava em condições de aguentar uma época inteira de sobrecarga de esforço, entre o clube e a Selecção. Ou seja, o clube poderia ver-se confrontado com nova situação igual à anterior e por cujos prejuízos o clube responderia na totalidade e a Federação com nada. Sendo assim, o que deveria fazera SAD do clube? VEJA-SE o caso de Benni McCarthy, por cujos serviços o FC Porto tanto lutou no passado e continua a lutar no presente, tendo de arrostar todos os meses com manobras destinadas a desviá-lo do clube, a preço de ocasião: dia 15 de Agosto parte ao serviço da Selecção da África do Sul, pela qual disputa um jogo particular a 17, regressando ao Porto a 18, mas lesionado; em tratamento médico, falha a primeira jornada do campeonato a 21 e a segunda a 26; é dado como recuperado a 28 e volta a partir para o serviço da Selecção sul-africana, pela qual disputará dois jogos, regressando, em princípio ao Porto a 7 de Setembro. Ou seja, e caso não volte outra vez lesionado,McCarthy terá estado três semanas indisponível para o FC Porto — ou ao serviço da sua selecção ou lesionado ao serviço dela. Durante quase um mês o FC Porto pagou-lhe o ordenado, recuperou-o das lesões e treinou-o para o serviço de outrem.
O exemplo de McCarthy vem a propósito do caso recente deNuno Valente, a propósito do qual tantos comentadores bateram forte e feio na Direcção portista — sem que, contudo, alguém tenha antes curado de ouvir as razões desta. Pois, eu vou também dizer o que penso, agora que o caso está encerrado com a partida de Nuno Valente para o Everton. E avi- so desde já que aquilo que vou dizer é muito politicamente incorrecto.
Antes de mais, quero explicar que não sofro dos afrontamentos patrioteiros desencadeados pela Selecção Nacional. Não faço parte do número dos inúmeros portugueses que, a toque de caixa do seleccionador, andaram semanas a exibir patriotismo, com bandeirinhas às janelas, nos carros ou na roupa. O exibicionismo patrioteiro, seja português, francês ou americano, sempre me irritou, acredito que o orgulho e a devoção à Pátria se devem exprimir de outras formas e com outros pretextos.
Em segundo lugar, devo igualmente confessar que, desde que comecei a perceber a natureza, os métodos e a personalidade do seleccionador, a sua jamais perdoável atitude de déspota para com Vítor Baía (até hoje, não teve sequer a coragem de se explicar), o destino da Selecção Nacional de Scolari deixou de me interessar por aí além. Entendo que ela é muito mais a Selecção de Scolari do que a Selecção de Portugal — e basta esta última convocatória para o confirmar (dois guardaredes, ambos suplentes nas respectivas equipas; jogadores em clara baixa de forma, como Petit, Simão, Figo, Postiga; jogadores que ele não faz ideia como é que estejam, casos de Costinha ou Nuno Valente). Enfim, a tradicional escolha pela lei do menor esforço e pelos «direitos adquiridos».
Em terceiro lugar, esta Selecção de Scolari joga um futebol, a meu ver,mau e soporífero: na Superliga não ficaria nos lugares europeus. Reconheço, contudo, que o seleccionador é das pessoas com mais sorte que eu já vi, um excelente relações públicas quando lhe convém, e um comendador de mérito da República, que o fez Jorge Sampaio, porque cometeu a proeza de ter ficado em segundo lugar no Europeu, depois de duas vitórias, um empate e duas derrotas— o que a mim me pareceu fraca prestação para tanto investimento nacional e tão propícias condições, mas já se sabe que Jorge Sampaio se comove com pouco e condecora a torto e a direito tudo o que lhe cheira a artista popular.
Este intróito para dizer, portanto, que também do ponto de vista da Direcção do FC Porto, ou do sentimento de um portista, esta Selecção Nacional de umseleccionador que tudo tem feito para enfrentar, desafiar e menosprezar o FC Porto, é uma selecção que, a nós, nos inspira muito pouco instinto patriótico.
Escrevendo aqui, na sexta-feira passada, sobre o caso Nuno Valente, António de Sousa concluía que «o FC Porto perde em toda a linha: desperdiça um jogador de qualidade, vê a sua posição criticada violentamente e confronta-se com nova provocação do seleccionador nacional». Ora, salvo o devido respeito, eu discordo em toda a linha: o «jogador de qualidade» está em fim de carreira, vem de uma grave lesão e, segundo o departamento médico portista, não aguentaria a acumulação de jogos entre o clube e a Selecção. É duvidoso que conquistasse o lugar a Leandro e é certo que, neste momento, não o conquistaria a César Peixoto. Enfim, não foi propriamente desperdiçado, mas sim vendido por dois milhões de euros a um clube onde ele poderá mostrar o seu valor e reservar lugar cativo na equipa de Scolari. As «violentas críticas» são coisa que, de tão repetidas, com um pretexto ou outro, já não aquecem nem arrefecem qualquer portista». E, quanto a ter-se posto a jeito para «nova provocação» do seleccionador, acho extraordinário que se critique, não o provocador,mas sim o provocado. Ou seja, reconhecendo que Scolari tem como divertimento habitual «provocar» o FC Porto, o articulista acha que o que o FC Porto deve fazer é não dar pretexto algum para «novas provocações ».O homem bate e a gente devia-se encolher. Talvez por patriotismo...
O caso Nuno Valente, se visto com equidistância das duas posições que estiveram em confronto, é um caso difícil de resolver porque ambas as partes têm razão. E é isso que o torna um caso digno de meditação séria e não de fáceis tiradas demagógicas. No lugar do Nuno Valente, eu teria provavelmente a mesma posição que ele, porque a qualquer atleta é legítimo e só lhe fica bem querer representar o seu país. Mas, no lugar da Direcção do FC Porto eu teria provavelmente também a mesma posição que eles tiveram.
Num tempo em que todos vivem a apelar para o espírito profissional e empresarial das SAD do futebol, é impossível não reconhecer as razões atendíveis da Direcção portista, neste caso. Para aqueles que, como eu, defendem que os clubes devem ser auto-suficientes e auto-sustentáveis, sem viverem eternamente do favor político, do negócio com a autarquia ou do perdão dos impostos, é obrigatório exigir, por igual, que os clubes interiorizem o dever de prestar contas aos sócios, aos titulares de lugares cativos, aos patrocinadores, a quem os sustenta, da forma como geram o seu património. Um clube que não viva de favores públicos também não se pode portar como benemérito público. E é isso que alguns clubes são hoje em relação às Selecções Nacionais, em tais termos que eu acho que os clubes portugueses deviam ponderar seriamente se, por exemplo, compensa ter ao seu serviço jogadores que são convocados habituais para selecções estrangeiras.
Nuno Valente lesionou-se o ano passado ao serviço da Selecção portuguesa. Esteve sete meses afastado dos relvados, regressou a meio-gás e quando já a época estava resolvida. Durante todo esse tempo foi o FC Porto que lhe pagou o ordenado e a Segurança Social, tendo ainda tido necessidade de contratar para a sua vaga um outro jogador —Leandro — pelo qual pagou «passe» e ao qual teve e tem de pagar ordenado. Contas feitas, é provável que a sua lesão ao serviço da Selecção tenha custado ao clube mais do que aquilo por que ele foi agora vendido ao Everton. Pergunto qual é o outro ramo de actividade ou negócio em que uma empresa privada tenha de disponibilizar os seus efectivos ao serviço do Estado, continuando a suportar todos os encargos, como se o trabalhador estivesse ao seu serviço?
Ora, fazendo fé naquilo que constou, parece que o departamentomédico do FC Porto — com ou sem razão — entendeu que Nuno Valente, por causa da lesão contraída o ano passado ao serviço da Selecção, não estava em condições de aguentar uma época inteira de sobrecarga de esforço, entre o clube e a Selecção. Ou seja, o clube poderia ver-se confrontado com nova situação igual à anterior e por cujos prejuízos o clube responderia na totalidade e a Federação com nada. Sendo assim, o que deveria fazer a SAD do clube? Negociar com a Federação, disseram alguns. Talvez, mas negociar como e com quem, se, indiferente a tudo, Scolari se limitou a aproveitar para «nova provocação», convocando o jogador, sem falar com a Direcção, o departamento médico ou o treinador do FC Porto?
É fácil falar de «deveres patrióticos ». Sobretudo, dos deveres dos outros. Mais difícil é reconhecer que as relações entre clubes e Selecções, aqui e lá fora, têm de ser objecto de reflexão e de revisão. Sob pena de os grandes clubes não poderem sustentar mais os grandes jogadores, face à sobrecarga de jogos oficiais das Selecções (agora até inventaram mais a Taça das Confederações) e dos inúmeros jogos particulares que se arranjam, em muitos casos apenas para financiar o nível de vida luxuoso de dirigentes federativos.